Abaixo a Censura

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  Descrição do Produto

O inventor da palavra “censura”, com o sentido que lhe damos hoje, foi Freud. Em Roma, na Antiguidade, as pessoas eram repartidas em classes, segundo a sua fortuna. Para con-tar e classificar a população – ou seja, para fazer o censo – de cinco em cinco anos eram eleitos dois censores. Devido à natureza de suas funções – que os levava a reprimir a ostentação e o luxo exage-rados – os censores aos poucos se transformaram em guardiões dos costumes e da moral. O famoso Catão foi censor. Em 1895, pela primeira vez Freud usou o termo “censura”, em vez de resistência, defesa ou contra-vontade. A palavra “censura” assumia, a partir daí, um significado técnico bem preciso, lançava luz sobre os fatos da mente humana. Mais tarde, ele explicou a razão de haver escolhido esse nome: a censura afastava do relato feito pelos pacientes fatos considerados indesejáveis ou indecorosos; isso era semelhante ao que ocorria, então, em muitos jornais, especialmente nos diários políticos, de cujas páginas eram suprimidas frases ou trechos inteiros. “Todos sabemos” – dizia Freud – “que esses brancos correspondem a uma ordem da censura, pois em todos eles deviam figurar notícias ou comentários que, não tenho sido aprovados pelas autoridades superiores, foram suprimidos.” A censura mais antiga, em Portugal, era exercida pelas dioceses. Mais tarde vieram a do Santo Ofício (Inquisição e a leiga, realizada pelo Desembargo do Paço. Exercia-se pela inspeção das livrarias, bibliotecas, portos e alfândegas; após a invenção da imprensa, e a partir de 1537, pelo exame prévio das obras e pela elaboração de listas de livros proibidos. No dia 6 de setembro de 1972, o Departamento de Polícia Federal transmitiu esta ordem a todos os jornais do país: "Está proibida a publicação do decreto de D. Pedro I, datado do século passado, abolindo a censura no Brasil. Também está proibido qualquer comentário a respeito". Nesse mesmo período, o governo vetou um poster do Davi, de Michelangelo. A censura proibiu todas as peças de Plínio Marcos : "Navalha na carne", "Dois perdidos numa noite suja", "Barrela", "Homens de papel", e "Abajur lilás"; com relação a esta, o Tribunal Federal de Recursos, em 30.10.75, negou mandado de segurança, entendendo que os censores possuíam "ampla margem de discricionariedade". Antes da censura institucionalizada e ostensiva existe a barreira do silêncio.. Ela impede que as pessoas falem (silêncio subjetivo) e impede que determinadas coisas sejam ditas (silêncio objetivo).

  Atributos

Peso:
0.127
Largura:
14.000
Profundidade:
21.000
Peso Cúbico:
0.127
Origem:
NACIONAL
Autor:
Sérgio Sérvulo da Cunha
ISBN13:
9788564530621
Editora:
BARRA LIVROS
Número Paginas:
86
Ano Edição:
2017
Número Edição:
1
Encadernacao:
Brochura
PoD:
Não