(Re)Mando

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  Descrição do Produto

"Mrs. Dalloway disse que ela mesma compraria flores. E foi assim, assistindo “The Hours” de Michael Cunningham que me apaixonei por Virginia Woolf; talvez venha dela o ar melancólico das minhas poesias. Alguns poemas demorei anos para terminar, outros surgiram em alguns dias como “Vida” – uma pequena homenagem a mãe de uma amiga que faleceu, e que marcou minha vida de um jeito muito especial – já em “espelho”, construí aos poucos cada verso, cada palavra foi cuidadosamente escolhida. A nossa língua nos permite essa diversidade de vocábulos que expressam o mesmo sentimento, só que de forma mais poética, talvez. Sempre fui um observador, das pequenas coisas, das atitudes mais inquietas, dos sentimentos mais esdrúxulos. O pousar da mão de uma velha senhora, o olhar desconcentrado de uma criança faminta, o balançar compassado de uma árvore, o andar retraído de uma tímida moça...e até mesmo dos meus próprios movimentos. Talvez pela experiência cênica, eu tenha um olhar mais dramático do cotidiano. Nada passa. E trouxe para os meus poemas, essa rotina lírica e quase bucólica, transbordando um pouco de vida e morte, amor e ódio, corpo e alma – e fujo dessa métrica com “e o galo?”, uma leve brincadeira com as frases de efeito mais citadas em redes sociais e também o meu respeito a um dos maiores escritores brasileiros: João Cabral de Melo Neto, dono de uma sincronia invejável. A inspiração, além de Woolf, vem de muitos outros ídolos literários. Como professor de Letras, faço da leitura a mesma obrigação de escovar os dentes a cada refeição. Sou um viajante assumido. Ora estou em Portugal com Camões, Sá Carneiro, Florbela Espanca, ora conheço o Sertão de Guimarães, Euclides da Cunha ou Graciliano Ramos. Sou um apaixonado pela nossa literatura. E me arrisco a dizer que a Literatura Brasileira é a mais rica do mundo. (RE)MANDO é fruto de uma inspiração próxima a um suspiro, sem ser vago ou semântico demais. Promovo através de situações, em cada poema, uma construção quase que visceral, e opto por não “estancar o sangue”. Propositalmente. É uma dança poética, como a música do Paulinho da Viola: “Para um amor no Recife”: “A razão porque mando um sorriso E não corro É que andei levando a vida Quase morto Quero fechar a ferida Quero estancar o sangue E sepultar bem longe O que restou da camisa Colorida que cobria minha dor...” "

  Atributos

Peso:
0.100
Largura:
14.000
Profundidade:
2.000
Peso Cúbico:
0.100
Origem:
NACIONAL
Autor:
Fernando Campos
ISBN13:
9788568511947
Editora:
AUTOGRAFIA
Número Paginas:
44
Ano Edição:
2015
Número Edição:
1
Encadernacao:
Brochura
PoD:
Não